Balé, beleza que se ergue na ponta dos pés

O balé clássico é uma dança antiga que sofreu poucas alterações ao longo dos séculos. Ou seja, vale-se da mesma formosura secular para conquistar adeptos e admiradores. Apesar no nome francês, surgiu mesmo foi na Itália, com o nome balletto. Era então uma espécie de derivação para “dancinha”, “bailinho” e logo encantou a nobreza.

O Balletto migrou para a França por obra da princesa Catarina de Medici, que além de dançar, o introduziu na corte onde fora rebatizado por ballet.  Foi, portanto, iniciativa dela buscar na Itália, o mais respeitado coreógrafo da dança na época. Era ele o italiano Batazarini Di Belgioioso, que na França passou a ser chamado pela princesa de Balthazar de Beaujoyeulx.

Toda elegância dos salões

Sob às bênçãos da princesa ele criou então uma espetacular companhia. Esta apresentava não somente números do ballet mas também recitais de poesia e canto, tudo acompanhado por uma orquestra. A beleza daquele formato encantou a geração da época, inclusive o rei Luiz XIV que também era bailarino. Em suas participações, costumava usar uma veste amarela muito brilhante.  Tanto que lhe valeu o apelido de Rei Sol, como ficou conhecido.

Foi dele a iniciativa de fundar a Accademie Royale de Musique, a mais respeitada e conhecida escola de ballet da França. Foi nesta escola, portanto, sob a direção do compositor italiano Jean-Baptiste Lully e do professor de dança francês Pierre Beauchamps, que se formou o balé que conhecemos hoje. O sofisticado espetáculo ficaria conhecido como “Ópera-Balé” por combinar dança, diálogos e canto. Pierre Beauchamps também criou as cinco posições básicas que são usadas no balé até hoje.

Liberdade de movimentos

O ballet ou balé, migrou para o Brasil com os europeus que queriam reproduzir aqui um pouco da beleza que estavam acostumados a assistir lá. Ganhou admiradores eternos. Esta dança também teve um papel importante na conquista de espaços para a mulher, até então presa aos espartilhos e vestidos cheios de anáguas que limitavam os movimentos. Os homens ganhavam mais destaque pela simples possibilidade de se mexer.

A bailarina belga Marie Ann Cupis de Camargo foi pioneira em tomar uma atitude. Baixou os saltos de seus sapatos e encurtou as saias para desenvolver melhor sua dança. Não por acaso, tornou-se uma das bailarinas mais importantes da história. E a italiana Marie Taglioni foi pioneira ao dançar na ponta dos pés e com a saia conhecida como “Tutu de Balé” (ty,ty) lá em cima.  Um viva à liberdade de movimentos, a toda beleza e leveza da mulher.

Balé,, toda elegância na ponta dos pés

Quem resiste à beleza do balé?

Via Café

O Via Café sempre apoiou as iniciativas culturais. Tanto que neste sábado, dia 6 de julho, como parte das realizações do Dia C, abre espaço para apresentações de capoeira e danças. Entre elas, o balé.  Só conferir!

2 Comentários
  • Luiza

    Que matéria incrível! Parabéns para todos, foi lindo! Eu mesma compareci, fiquei sabendo por tal texto, fico orgulhosa de dançar, a arte é tudo.

    6 de julho de 2019 Responder

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